Amigos Cadastrados

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

NOVAMENTE GÁLATAS

Devido a distorção do Evangelho do Senhor Jesus, e a forte influência de falsos ensinos e doutrinas, muitos perguntam-se sobre a necessidade da sujeição à lei ou se submeter a alguns costumes afim de alcançar algum tipo de favor.

A pergunta que precisamos responder é o porque manter alguns costumes? Seria um simples cuidado ou uma busca de favor ou justificação? Cristo não seria o suficiente?

Primeiramente precisamos lembrar que nossa salvação é unicamente pela GRAÇA, e não por obra alguma, como Paulo menciona em sua carta aos Efésios 2:8-9. Portanto, tratando-se de salvação, nada podemos oferecer em troca, caso contrário não seria graça, mas divida.

A graça veio nos libertar dos rudimentos da lei e nos colocar no ambiente da FÉ, uma liberdade que não deve ser confundida com libertinagem. Somos libertos para obedecermos a Deus e vivermos para Ele, não mais escravos do PECADO.

Romanos 7:6 Somos libertos da LEI
Romanos 6:14 O PECADO não tem domínio sobre aqueles que estão debaixo da GRAÇA

Mas porque a pressão novamente sobre muitos cristãos afim de subjuga-los novamente a rudimentos que não podem aperfeiçoa-los?

Romanos 10:1-5 Fala sobre algumas pessoas que possuem ZELO por Deus mas sem entendimento, buscam lançar doutrinas que nem mesmo eles podem cumpri-las, e para estes é declarado que se estiverem debaixo da lei deverão viver pela LEI.

A LUTA ENTRE A LEI E A GRAÇA

Em Romanos 6:7-14 é esclarecido um dilema quando o autor afirma que a LEI É BOA e ESPIRITUAL. A lei veio mostrar com muita clareza o que representa o PECADO, que todos se extraviaram e se perderam, e que pela mesma lei ninguém se tornou justo. Mas a GRAÇA reinando através da justiça nos conduz a vida eterna através de Jesus Cristo nosso Senhor.

Talvez por isso que em I Corintios 1:18… vimos que a pregação da Cruz é loucura e escândalo para várias pessoas. Como na cabeça de homens que compreendem apenas as coisas naturais, de forma lógica, poderia haver o entendimento acerca da Cruz, do Senhor sendo oferecido por amor a toda humanidade num lugar tão terrível, por isso a sabedoria deste mundo esbarra na cruz, e não consegue viver pela fé.

Nossa justificação não pode ser alcançada pela lei, mas somente pela graça, por meio da fé. Romanos 3:20

Romanos 3:21-31, Gl 2:15-16,21 Justificados pela fé nós estabelecemos a LEI, mas não como instrumento de justiça, mas como aio, como ligação à Cristo, à Cruz.

MAS PORQUE A LEI?

Romanos 3:9-18 e Gl 3:19-25 Não houve ninguém que por meio da lei conseguisse agradar a Deus. 

Sem fé é impossível agradar a Deus.

Na carta de Paulo aos Gálatas presenciamos o apóstolo dos gentios esbravejando contra a má influencia que seus seguidores estavam sofrendo, depois de começarem pela pregação da fé estavam voltando atrás, aceitando o jugo pesado da falsa religião, onde falsos lideres queriam subjuga-los. Paulo demonstra claramente sua total indignação contra estes falsos ensinos, esta distorção do verdadeiro evangelho. Gálatas 1:6

Gálatas 1:14 Mostra que alguns estavam pressionando os gentios a viverem como judeus.

A lei veio para comprovar que através dela não conseguimos chegar a santificação, pois é impossível cumpri-la em sua totalidade Gálatas 3:10. Mas a graça, Gálatas 2:18, nos guia à santificação.

As escrituras afirmam que a vontade de Deus é a nossa santificação, que não deveríamos viver como vivem aqueles que estão nas trevas, mas não trata isso como lei, mas como princípios que deveríamos guarda-los. Como é o caso da prostituição e da idolatria.

Esta santificação é o meio que alcançamos o aperfeiçoamento tão mencionado nas escrituras, mas trata-se de um outro assunto.

Mas porque a pressão em tornar atrás e novamente submeter o povo a rudimentos da lei? Gálatas 4:16-17, 6:12-14

Romanos 14:1-12 Mostra que aqueles que optam por guardar alguns costumes, como a questão de alimentos puros ou impuros, do sábado, devem fazer-lo pro Senhor, e não buscando a justificação através destes costumes. Trata de forma natural aquele que faz como aquele que não faz.

Colossenses 2:16-17 afirma que alguns costumes e mandamentos, como o sábado, serviram como sombra das coisas espirituais e futuras. O sábado representava o descanso para o povo, para compreenderem que existe sim um descanso, mas o mesmo é muito maios que um dia. Porém, se alguém decide guardar o sábado faça-o para o Senhor e não peca, desde que não lance isso como doutrina e não julgue o próximo; e aquele que não guarda, mas que compreende seu ensino, que através de Cristo entramos neste descanso também não peca. Ver também Gálatas 4:8-10 e 5:1-14

Está mais que evidente nas sagradas escrituras que por meio de Cristo Jesus somos chamados a viver pela FÉ, e o que não é pela fé é pecado. Romanos 14:23. E fé não pode ser confundida como crendice, ou fé na fé, mas um firme fundamento, um lugar sólido que alcançamos em Cristo, a nossa Rocha. Hebreus 11

Tornar atrás aos rudimentos da Lei seria anular a obra da Cruz.

A palavra de Deus nos mostra também que Jesus veio cumprir a Lei e não anula-la, cumprir algo que para nós seria impossível, cumprir não para nos submeter a obrigação de guarda-la, mas de viver pela fé. Ele cumpriu para nos libertar do peso.

A palavra de Deus também nos diz que devemos guardar os mandamentos do Senhor, e que eles não são pesados. Uma vez libertos do pecado e saindo do jugo da lei, podemos viver de forma livre os princípios de Deus, não mais como jugo, mas por honra e amor.

Não se trata mais do que eu preciso fazer para alcançar um favor, mas o que eu posso fazer para o agradar?

Por fim, tanto os fortes, quanto os sábios e entendidos, os religiosos, não têm do que se gloriar, senão no Senhor Jesus. Nele nos gloriamos para estabelecermos a graça, através da fé no Senhor. E também todos que se achegam a Cristo, e estão procurando se aproximar dele, devem se tornar assim como Ele é, e duas de suas maiores características, comunicadas através do relacionamento, são a HUMILDADE E MANSIDÃO, características que os fariseus e escribas não conseguiam manifestar, mesmo debaixo da lei e através da religião.

Já é hora de acordarmos…
Romanos 13:11-14


Por que Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas, AMÉM.

sábado, 31 de outubro de 2015

PROSPERIDADE É PECADO?

Para mim não há melhor livro do que o do profeta Ageu para explicar como Deus deseja prosperar seu povo, filhos e sacerdotes. A prosperidade tem sido alvo de muita confusão quando manipulada pela concupiscência e egoísmo, levando muitos por falta de entendimento a expurga-la de uma vida piedosa, e outros a vive-la de forma contrária as escrituras.

Mas o que Ageu tem a contribuir para uma prosperidade saudável?

Podemos ser prósperos?

É pecado prosperidade?

Estas são algumas perguntas que perseguem muitos cristãos e que vamos buscar responde-las de forma breve e simples.

Primeiramente deixe-nos explicar que Ageu profetizou num período de reconstrução, o povo de Deus estava saindo de uma terrível crise, um de seus piores momentos, depois do exílio babilônico e agora cheios de desafios. Muitos ao retornarem à Jerusalém buscaram aplicar sua vida, esforços e trabalhos, naquilo que respondia as próprias necessidades, em cuidar de suas casas e patrimônios pessoais, buscando satisfação independente da vontade de Deus e do seu propósito. Era Deus que havia trazido o povo de volta, e por um breve momento seu povo parece ter esquecido disto.

Haviam se esquecido do principal mandamento que consistia em primeiramente amar a Deus acima de todas as coisas.

Por que abandonaram meu propósito para satisfazer primeiramente seus interesses pessoais?

Deus desejava abençoar seu povo, mas seu povo escolheu gerar sua própria benção não buscando o Senhor.

Esta é uma ordem de prioridade que nunca deveríamos corromper, aqui nasce as maiores e piores corrupções no coração do homem. Nesta inversão nasce a paixão pelas riquezas, surgindo os amantes de “Mamom”.

O Senhor então mostra a ordem saudável, que lembra o propósito da existência humana: “para que Eu possa ter prazer nela e ser glorificado”. Está mencionando a reconstrução do templo, o que hoje está linkado ao nosso coração, preparado e restaurado para o seu prazer e glória.

Esquecendo deste principio, não trabalhando para que isto se tornasse realidade,foi enviado sobre a terra uma “sequidão”, quando o povo começou a plantar e nunca se satisfazer, beber e nunca matar sua sede, a nunca render o suficiente seus salários.

Desta forma, TENDO E NUNCA SE SATISFAZENDO, tendo uma falsa prosperidade que não era associada com paz, mas com aflição de espirito, aquela que mais se experimenta em nossos dias, que rouba e destrói o coração do ser humano, Deus começa a incitar seus profetas e sacerdotes a obedecer sua voz e a temer seu santo nome.

Deus pede para comparar o templo que estava sendo reconstruído com o primeiro, e para combater o desanimo e frustração em relação a antiga glória, o Senhor apela para que trabalhem baseados na “ALIANÇA QUE FEZ COM SEU POVO”, lembrando que Ele seria com eles, sendo possível todas as coisas.

O padrão original pode parecer distante, mas Deus garante ser possível a restauração, e que a glória da casa reconstruída seria ainda maior.

Esta é a grande sacada para uma “PROSPERIDADE SEGUNDO AS ESCRITURAS”, voltarmos a ouvir sua voz e obedece-lo, temer seu santo nome, baseados em nossa aliança eterna. 

Assim Deus prometeu que iria abalar os céus e a terra em favor de seu povo, abalando também as nações, voltando a encher sua casa de glória, mais do que outrora, e que não precisavam se preocupar com ouro ou prata, pois dEle eram todas estas coisas.

Mas o selo desta prosperidade era sua “PAZ”, verso 2:8.

Toda prosperidade que não vem associada com esta “paz”, não vem do Senhor, se tratando de uma falsa prosperidade que o mundo oferece para nos aprisionar, uma prosperidade para escravos e não para livres, que ilude seus adeptos.

Escravos ou Livres? Perturbação ou Paz?

Seu povo quando estava buscando prosperidade de forma egoísta e pessoal, sem ouvir a voz do Senhor, estavam sendo infiéis, praticavam suas ofertas e adorações, mas faziam de forma injusta e egoísta, enganavam o Senhor e a si mesmos, ganhavam um tanto e mentiam acerca do quanto tinham, sento destruída as obras de suas mãos.

A falsa prosperidade era desmascarada no próprio altar, em suas próprias ofertas, injustas, mentirosas e egoístas.

Até alinharem suas prioridades com aquilo que Deus estava pedindo, obediência para gerarem prazer e glória ao Senhor, eles sofriam com as pragas que acompanham os que se curvam diante de “Mamom”: ferrugem, bolor e granizos. Símbolos de pragas que roubam a paz daqueles que alcançam a falsa prosperidade.

Do dia que se voltaram pro Senhor, Deus fez um divisor de águas em suas vidas, afirmando que daquele dia em diante, “Eu abençoarei vocês”.

Ou seja, não podemos nos enganar com qualquer benção aparente, ou com qualquer oportunidade de ganho, nem toda oportunidade é de Deus, e nem toda aparente benção corresponde ao favor divino.

Não nos deixemos enganar, a prosperidade de Deus que trás consigo paz, que nos livra da aflição e egoísmo, não vem com campanhas que prometem atender nossos interesses pessoais, nem com trabalho desassociado da vontade de Deus, mas é conquistada com obediência, por homens e mulheres que voltam a ouvir a voz de Deus e a restaurarem o altar do seu coração gerando “prazer e glória ao Senhor”.

Então mais uma vez ouviremos: “Só mais um pouco e abalarei os céus e a terra.”

Por fim, não tente fazer isto por força, pois se não ouvirmos a voz de Deus será praticamente impossível encontrar prosperidade de forma ilógica (humanamente falando), buscando satisfação não pessoal, mas de Deus que na restauração de sua habitação recebe honra e glória.


Deus abençoe, e sejam prósperos segundo as escrituras, tenham paz.